segunda-feira, 4 de março de 2013
Incompatibilidade de amor
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Considere!
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Dos amores que vivi, parte II
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Dos amores que vivi, parte I

Não era nem meia noite e o álcool ja lhe deixava com dor de cabeça. A multidão a sufocava, a cada batida estridente da baqueta nos pratos daquela banda de metal o crânio era perfurado com uma faca. Necessitava sair dali, urgentemente. Um ilustre conhecido por quem se desencantara há algum tempo atrás a cumprimenta, ao ver sua cara de atordoada lhe salva como um mocinho que tira a mocinha das garras do vilão.
Não muito distantes da multidão, como que passando mal, sentam-se em um lugar qualquer. Tudo que ela precisava era apenas descansar, colocar sua cabeça em um travesseiro bem fofo e apenas apagar. Porém, estava um pouco longe disto acontecer, não dependia apenas dela.
Era apenas uma jovem de 17 anos, cabelos longos e negros e pele tão branca quanto a neve. Era uma pessoa simples, sem muitas exigencias, mas andava meio perdida por entre as ruas, os bares, os lugares daquela pacata cidade.
O mocinho desta parte da história cultivava uma barba vasta e algumas espinhas no rosto, contrariando sua idade, era de muitos amigos, de muitas histórias e muitos sonhos. Nada daquilo parecia estar fora de sua rotina.
A dor de cabeça a impedia de pensar muito, daí resolveu apenas ir onde o vento for e se aventurar. Dentre tantas questões daquela noite, as respostas surgiam mal elaboradas mas perfeitamente corretas. A noite seguia calma e fria e os assuntos e pessoas surgiam, não estava acostumada com a gentileza. Por muitos anos recebera apenas migalhas de alguma coisa que um dia ousou chamar de amor. Ela era do tipo que acreditava no amor, que não media forças ou controlava a lucidez.
Como previsto por ele, a mocinha apenas encostou sua cabeça no ombro do rapaz, como quem busca conforto e aconchego. Daí, sem perceber ele lhe roubara um beijo, um doce e profundo beijo.
Em algum canto, ja ambos cansados sentaram e cantarolaram uma canção que seria um hino para eles e possivelmente para muitos casais. Se antes queria ir embora, agora desejava mais do que nunca permanecer ali, naquele canto sujo.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
no verbo ser, estar!

Estou viva...
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Ardente e quente como asfalto!
sábado, 22 de janeiro de 2011
lucy in the sky with diamonts!
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Estamos de mudança
domingo, 24 de outubro de 2010
Dias de Domingo
A semana voa pelos sete dias
Minha casa, meus amigos, minha rotina
Com meus momentos de euforia, alegria e tristeza.
Tenho muito a fazer
Coisas a entregar, sentimentos a me livrar
E outros para me vestir.
Com o sentimento de vazio, incompleto
Eu continuo
Com toda essa besteira que é viver...
Tenho muito a fazer
Livros para ler, uma carreira a seguir
Discos a escutar,
Umas cervejas para beber...
Pois a vida
Gira, gira, gira, gira
E eu meio tonta acabo sempre aqui
Num domingo melancólico ...
E mesmo os dias de domingo sendo os mesmos, eu tenho de continuar...
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
O que você não sabe...
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Mesmo que acabe!
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
A Pierrot

Sinto vontade de chorar, mas não consigo. O sentimento de perda sempre é amargo, por mais que ele não saia do meu paladar.
Sinto vontade de chorar, não pela perda, mas pelos rumos que tudo tomou.
Sinto vontade de chorar. Todas as vezes que recordo das tardes de domingo, com futebol na TV e nós dois na cama não ligando pro mundo.
Sinto vontade de chorar, não pela sua ausência, mas pela sua presença na memória.
Sinto vontade de chorar, não por você, mas por mim... apenas por mim!
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Ele prosa, ela poesia.
Abre a porta do apartamento e o convida para entrar. Aceita um vinho?
Eles então se conduzem até o quarto mais próximo, mal se olham e se jogam na cama. Começa um jogo de dar e receber.
Ele poesia, ela prosa.
Pareciam se entender... parecia ser perfeito mas ela esqueceu-se que ali estava um ser humano, o mais imperfeito dos seres.
Ele poesia, ela prosa.
Por instantes sentiu bem fundo toda aquela vontade acumulada, sentia-se desejada, sentia-se dona do mundo, da cama e do gozo.
Ele poesia, ela prosa.
Quando se lembrou que estava dormindo com alguém que não conhecia se sentiu mal. Como é difícil reconstruir qualquer coisa. Sentia saudade da cumplicidade, da fúria, da paixão e do amor.
Ele prosa, ela poesia.
As pessoas mudam. Questiona-se porque as coisas boas não são pra sempre como sorvete de baunilha e cerveja na padaria?
Ele prosa, ela poesia.
Os pólos se inverteram... ele positivo, ela negativo. Ele sentia-se desejado, dono do mundo, da cama e do gozo.
Ele prosa, ela poesia.
E então em silencio ela chorou... de saudade, de vontade de não estar ali, de raiva do mundo e de si.
Ele prosa, ela poesia.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
Em pó...
Abre o pacote...
sobe aquele cheiro forte de amor
Sua cor quase sempre é vermelha ou rosa
Servimo-nos desse amor...
doce, solúvel e forte.
E por muito tempo bebemos desse refresco.
Saboreamos o medo, o prazer, a felicidade...
com gás, gelo ou cachaça.
Da nossa forma adicionamos pequenas porções do pó mágico na cerveja, no vinho e até no café que eu lhe servia toda manhã.
É certo que deixamos derramar um pouco sobre a mesa de jantar, mas não choramos sobre o suco derramado.
Minha roupa que era branca se pintou de rosa, quando sobre meu corpo você o derramou.
Meu copo que era vazio se encheu
Da mistura solúvel de amor e água
De paixão e lágrimas...
domingo, 27 de junho de 2010
Belle sem Sebastian
Estou me embriagando mais uma vez, de lembranças... quero esquecer do que sou e do que eu era. Quero flutuar no infinito e ficar por lá, esperando dias frios com chuvas debaixo do cobertor, com pés gelados se tocando, se amando. Queria você dentro de mim nessa tarde de domingo. Jogo na TV e jogo todas minhas paranóias nessa página. O ócio deixa de ser criativo e passa a ser aterrorizante. O peito aperta. Aquela sensação permanece. As lembranças e a esperança de um dia recomeçar. Com você ou sem, apenas recomeçar. Olhos brilhando, coração palpitando e dor de barriga daquelas bem forte que te devolve a certeza de que é ele, que sou eu... eu pra ele, ele pra eu.E as tardes de domingo se transformarão em dias de quinta do mais felizes embriagados em sorvete e álcool.
Ainda lembro da sua música, do seu sorriso, dos seus acordes. Pois é, eu sinto saudades.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Odiar...

Odeio o março, que anuncia com a chuva e o vento frio que o outono entra pela minha janela. Odeio pessoas sorrindo, não é culpa delas, nem dos namorados com seus presentes. Mal sabem eles que as flores, os chocolates e os amores ficarão no passado. Odeio os filmes, as novelas, os gibis, fotos, músicas e arquivos que abrem mais a ferida que você deixou. Odeio gatos, filhos e seus choros por afeto. Odeio o afeto e também o amor e tudo que ele representa. Odeio os dezesseis, os dezenove, os seis e todos os dias do calendário.
Odeio você, odeio a mim... principalmente a mim, que escrevo tão inutilmente esse ódio!
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Por onde anda aquela menina?
Por onde anda sua menina?
Em que bar? Em que esquina?
Pelas praças das formigas
A se aventurar por aí
Mesmo sem sair
Voa sobre o viaduto
Corre pela avenida
Tenta entender a vida de adulto
Por onde anda sua menina?
Em que bar? Em que esquina?
Parece não ter futuro
Enquanto muitos dormem
Ela chora no escuro
Por onde anda aquela menina?
Em que bar? Em que esquina?
Escuta aquela canção
Como um abraço frio da estação
Sorrindo...
Por onde anda aquela menina?
Em que bar? Em que esquina?
Seu cabelo vermelho
Sua boca vazia
E se olha no espelho
Por onde anda sua menina?
Em que bar? Em que esquina?
Não entende todos esses desejos
Por onde anda aquela menina?
Aprisionada nos teus beijos!!!
terça-feira, 27 de abril de 2010
Felinos roncam sem cessar
Ah essas noites de embriaguez
De amor e de dor
Acordo ao som sensual
Lembro-me das noites de álcool
Em que habitavas essa cama
Com luzes de computador
As sombras dançavam
E nuas ficavam
Uma sob a outra
Em uma sincronia sem pudor
São 5 da manhã
O sol nasce no horizonte
E aquece o resto do mundo
O som sensual continua a tocar
Lembro-me das noites de álcool
Em que habitavas essa cama
Felinos roncam sem cessar
Sobre a cama que antes era sua
Muitos lençóis pra tanto frio
Que deixaste ao desabitar meu ser,
Meu lar!
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Eu não amo ninguém!
Você conhece a felicidade?
Sabe quando ela vai sorrir?
Quando vai te ligar?
Dar-te atenção?
Talvez seja jamais
E a minha casa se faz no mundo
Onde sempre queremos mais
E mais e mais...
Apaixono-me a cada hora
Pelos perfumes, os sorrisos e simpatia
E sempre que vou embora
Fica uma estranha alegria
Que não me deixa entristecer
Nos momentos que penso
Em tudo que poderia viver com você
Você pode ser ele
Ele pode ser nós
E nós podemos ser apenas um
Um, dois, três
Quatro, cinco... seis
Irão passar
e a cama continuará
Sempre soube que as desilusões amorosas traziam inspirações. Ou você acha que a maioria das músicas de amor foram feitas em momentos de felicidade amorosa?
Sinto-me assim, com vontade de gritar ao mundo essa minha dor, essa minha saudade, essa minha vontade. Até poesia andei escrevendo...
Nunca pensei que fosse ficar tão só assim, minha vida sempre foi cheia de amores, paixões, aventuras amorosas... e de uma hora pra outra, não há nada.
Como diria o poeta “a palavra amor está vazia, pois não há ninguém dentro dela”. E exatamente agora me lembro de uma música de Cássia Eller que diz: “E eu não amo ninguém parece incrível, não amo ninguém!!!”. É realmente incrível.
Pode ser que tudo isso me ensine a ser só, ser independente, auto-suficiente ou coisa parecida. Quem poderá dizer? Nem Deus.
Sei que tudo isso deixou do lado esquerdo do meu peito essa dor, que ta difícil de curar, já diria Maria Rita!


