quarta-feira, 21 de abril de 2010

Eu não amo ninguém!

Você conhece a felicidade?

Sabe quando ela vai sorrir?

Quando vai te ligar?

Dar-te atenção?


Talvez seja jamais

E a minha casa se faz no mundo

Onde sempre queremos mais

E mais e mais...


Apaixono-me a cada hora

Pelos perfumes, os sorrisos e simpatia

E sempre que vou embora

Fica uma estranha alegria


Que não me deixa entristecer

Nos momentos que penso

Em tudo que poderia viver com você


Você pode ser ele

Ele pode ser nós

E nós podemos ser apenas um


Um, dois, três

Quatro, cinco... seis

Irão passar

e a cama continuará

vazia!


Sempre soube que as desilusões amorosas traziam inspirações. Ou você acha que a maioria das músicas de amor foram feitas em momentos de felicidade amorosa?

Sinto-me assim, com vontade de gritar ao mundo essa minha dor, essa minha saudade, essa minha vontade. Até poesia andei escrevendo...

Nunca pensei que fosse ficar tão só assim, minha vida sempre foi cheia de amores, paixões, aventuras amorosas... e de uma hora pra outra, não há nada.

Como diria o poeta “a palavra amor está vazia, pois não há ninguém dentro dela”. E exatamente agora me lembro de uma música de Cássia Eller que diz: “E eu não amo ninguém parece incrível, não amo ninguém!!!”. É realmente incrível.

Pode ser que tudo isso me ensine a ser só, ser independente, auto-suficiente ou coisa parecida. Quem poderá dizer? Nem Deus.

Sei que tudo isso deixou do lado esquerdo do meu peito essa dor, que ta difícil de curar, já diria Maria Rita!

Um comentário:

Túllio Maia disse...

Nas palavras de Wilde, alguns sentimentos de felicidade muitas vezes são superficiais, podendo ser falsos, mas ninguem finge estar triste... a tristeza sim traz uma carga pesada de verdades!
Fico "feliz" que nesse momento de verdades, pelo menos belas palavras estão sendo jogadas para o mundo exterior.